Os passeios de Verão: benefícios e alertas

Os passeios de Verão: benefícios e alertas

Quem tem um amigo de quatro patas sabe que passear com ele é muito mais do que levá-lo a fazer as necessidades básicas. Existem várias vantagens associadas aos passeios diários de rotina que beneficiam não só o animal como também você e a sua família. Vamos conhecê-los?

Benefícios dos passeios

– o cão faz as necessidades na rua e a sua casa permanece limpa e livre de odores;
– o animal mantém a forma física e exercita as articulações, evitando a obesidade;
– várias saídas ao dia reforça a atividade mental e emocional, o que fortalece os laços entre vocês;
– exercita o olfato, que apesar de ser o sentido mais agudo dos cães pode ficar atrofiado;
– potencia a socialização com outros animais e humanos mitigando a agressividade e depressão;
– promove o conhecimento da envolvente em seu redor (ruídos e odores), deixando-o mais familiarizado e tranquilo.

Apesar dos reconhecidos benefícios associados a dar uns bons passeios com o seu animal há algumas questões que deve ter em conta para assegurar que corre tudo bem para si e para ele.

Problemas mais frequentes associados aos passeios

– Cortes e/ou lacerações;
– Penetração de corpos estranhos (espinhos e praganas);
– Ingestão de corpos estranhos, tóxicos ou alimentos indevidos;
– Contato com agentes urticantes (plantas e sapos);
– Infestação por parasitas internos;
– Infestação por parasitas externos (pulgas, carraças e piolhos);
– Picadas de agentes potencialmente vetores de doenças (mosquitos),
– Golpes de calor.

Sugestões para minimizar os problemas

– Após o passeio verifique se o animal tem algum tipo de corte ou laceração, principalmente nas zonas das patas, focinho e barriga;
– Nas mesmas zonas, verifique também a possível adesão ou penetração de corpos estranhos (particularmente em animais de pelo comprido). Tenha ainda particular atenção aos ouvidos;
– Passeie o animal sempre à trela e, se necessário, utilize o açaime para evitar ingestão indevida de qualquer agente que possa provocar danos;
– Se o animal mostrar comichão e vermelhidão em alguma zona pode ser sinal que contatou com algum agente urticante e deve visitar de imediato o seu médico-veterinário;
– Mantenha sempre o esquema de desparasitação interna atualizado (contra as nematodes, cestodes, entre outros), no Verão e no Inverno, seguindo as instruções recomendadas pelo médico-veterinário. O Hospital Veterinário do Atlântico recomenda a desparasitação interna de animais adultos saudáveis pelo menos de 3 em 3 meses;
– Esta informação é igualmente válida para a desparasitação externa. Hoje em dias existem vários produtos disponíveis entre as quais pipetas, comprimidos e coleiras. Contudo, escolha um desparasitante externo que tenha ação repelente aos mosquitos e considere seriamente vacinar o seu animal contra a leishmaniose;
– Faça pausas frequentes e leve sempre água para o animal beber (adquira um bebedouro portátil e tenha-o sempre à mão). Evite as horas de maior calor!

Assegure estes cuidados e desfrute da companhia do seu animal em belos e seguros passeios de Verão.

Proteja o seu cão no Verão: o “Golpe de Calor” pode matar

Proteja o seu cão no Verão: o “Golpe de Calor” pode matar

O Verão caracteriza-se como uma época de férias para muitos portugueses, que dispõem de mais tempo livre para dedicar aos seus animais de estimação: fazemos passeios de rotina mais longos e levamo-los para todo o lado, inclusive em viagens longas. Contudo, apesar de tudo isto parecer normal, é essencial ter cuidados redobrados e agir preventivamente para evitar complicações tanto para si como para o seu animal.

Segundo o The Independent, mesmo com uma temperatura exterior de 22º C, o interior do seu carro pode atingir os 47ºC no espaço de uma hora. Deixar a janela um pouco aberta não é suficiente para garantir que o seu cão não irá sofrer ao ficar preso naquele espaço, sujeito ao calor por uma ou mais horas. Lembre-se que o calor não é o melhor amigo do seu cão.

Os números demonstram que, nos cães que são sujeitos ao golpe de calor, a morte ocorre dentro das primeiras 24 horas sendo portanto fundamental a sua rápida atenção e intervenção.

O que é?

O Golpe de Calor é uma reação que ocorre quando a temperatura corporal sobe bruscamente e o organismo é incapaz de compensá-la, resultando na disfunção de diversos órgãos, o que pode levar à morte do animal. Ao contrário de nós, os cães não transpiram tendo por isso uma maior necessidade de se abrigar do calor para controlar a sua temperatura. Na impossibilidade de encontrarem superfícies frias ou sombras, o cão aumenta a ventilação pulmonar e fica com a respiração ofegante. Mas, infelizmente, este mecanismo de arrefecimento é muito menos eficaz que a transpiração.

Os principais sintomas são

  • respiração muito ofegante e salivação excessiva;
  • batimento cardíaco acelerado;
  • pele muito quente e temperatura retal elevada;
  • ocorrência de vómitos e diarreia;
  • poderão apresentar descoordenação e fraqueza muscular, podendo inclusive cambalear, ter convulsões e até perder a consciência.

Todos os cães podem sofrer um golpe de calor mas existem grupos de risco

  • cães jovens (até aos 12 meses de idade);
  • cães geriátricos (ou idosos – com mais de 8 anos);
  • cães braquicéfalos (com o focinho achatado), de entre os quais as raças Bulldog Francês, Bulldog Inglês, Boston Terrier e Boxer;
  • cães obesos;
  • cães de pelo comprido ou muito espesso;
  • cães com problemas cardíacos, vasculares ou respiratórios.

Precauções e cuidados básicos

  • manter sempre água limpa e fresca à disposição;
  • manter a circulação do ar no local onde ele se encontre, seja em casa, varanda ou no carro (nunca trancá-lo em áreas quentes e fechadas);
  • garantir sempre a existência de uma sombra no local de permanência do animal;
  • adquirir tapetes refrescantes de combate ao calor;
  • nunca deixar o animal sozinho dentro do carro;
  • não praticar exercício intenso durante as horas de maior calor (cuidado também com as queimaduras nas patas);
  • em viagem, manter as janelas um pouco abertas ou o ar condicionado ligado e fazer paragens de duas em duas horas para lhe oferecer água fresca.

Apesar de tudo, se o seu cão sofrer um golpe de calor deverá dirigir-se IMEDIATAMENTE a um médico veterinário. Lembre-se que um golpe de calor é uma urgência médica que, se não for controlada a tempo, pode ser fatal para o seu animal.

Enquanto não chega ao veterinário deverá

  • molhar todo o corpo do animal com água fria para baixar a sua temperatura corporal. Não utilize água gelada;
  • embrulhar o animal em toalhas húmidas, que devem ser molhadas aos poucos;
  • oferecer água e humedecer a boca do animal, sem força-lo a beber, e sem deixar que beba em excesso;
  • na viagem, ligue o ar condicionado no máximo ou leve os vidros do carro todos abertos (não o coloque na transportadora).
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Cuidados para o Verão: Como reagir em caso de Queimaduras ou Golpe de Calor

Cuidados para o Verão: Como reagir em caso de Queimaduras ou Golpe de Calor

Queimaduras

Tal como nas pessoas, as queimaduras nos animais também se classificam de acordo com a sua gravidade e extensão:


1º GRAU: lesão superficial que cicatriza em média após 10 dias.


2º GRAU: lesão da pele mais profunda que a anterior. Há perda dos pelos e formação de vesículas (bolhas). A pele cicatriza em mais de 15 dias.


3º GRAU: lesão grave em que toda a espessura da pele é destruída. É um processo muito doloroso e de cicatrização muito lenta.

Causas comuns: agentes térmicos (água ou superfícies muito quentes, fogo) ou agentes químicos (ácidos, substâncias cáusticas).
Casos mais comuns: animais que comem comida caseira muito quente podem ter queimaduras de grau leve na boca; acidentes envolvendo líquidos a ferver que caiem acidentalmente sobre os animais resultam em queimaduras de 3º grau; animais que lambem ou ingerem substâncias cáusticas presentes em produtos de limpeza podem queimar a boca e esófago; choques elétricos podem resultar em queimaduras na boca e língua; queimaduras de sol podem ocorrer em animais de pele e focinho muito claros; queimaduras nas almofadas plantares por andarem sobre asfalto muito quente.
Em caso de incêndios os cuidados primários a ter com os seus animais são semelhantes ao que deve ter consigo, Protege-lo das queimaduras diretas na pele e não esquecer as queimaduras e intoxicação do aparelho respiratório pela inalação de fumo a altas temperaturas.

O que fazer: Queimaduras de 1º e 2º graus podem ser tratados com pomadas cicatrizantes e antibióticas, sob a orientação do médico veterinário. Lavar a lesão com água corrente ou soro fisiológico frio pelo menos 5 minutos, aplicar uma pomada cicatrizante e uma ligadura de gaze até levar o animal ao veterinário.
Se a lesão for de 3º grau, esse procedimento é muito doloroso e, portanto, deve ser feito sob tranquilização ou anestesia, por um profissional. Neste caso, aplique soro fisiológico frio e leve o animal ao veterinário, pois toda a manipulação da queimadura é muito dolorosa.
Queimaduras de sol ocorrem em animais expostos muito tempo ao sol e podem ser evitadas com o uso de um protetor solar sobre a região glabra do focinho ou das orelhas, por exemplo. Evitar a exposição prolongada ao sol em animais de pele e pelos muito claros. Os gatos brancos são especialmente sensíveis à exposição solar.
A utilização de blocos de gelo nas queimaduras está contraindicada, assim como a aplicação de manteiga, margarina ou qualquer outra gordura.
As queimaduras podem ser térmicas, químicas, elétricas ou por fricção.
Nunca considere uma queimadura um acidente “menor”. Por vezes é difícil determinar a extensão da lesão, por isso, mesmo que a queimadura pareça pequena deve dirigir-se o mais rápido possível ao seu veterinário e em casos de maior gravidade monitorizar os parâmetros vitais do animal.

Quais os cuidados a ter para prevenir queimaduras?

Quando estiver a cozinhar, mantenha o seu cão fora da cozinha ou a uma distância de segurança caso esteja a fazer um churrasco ao ar livre.
Mantenha produtos químicos domésticos fora do alcance dos animais, armazenados em locais inacessíveis e quando os estiver a utilizar esteja atento para evitar que o seu cão ou gato tenha contacto com os mesmos.
Proteja-o da exposição solar prolongada e aplique-lhe protetor solar. Não passear sobre o asfalto em horas intensas de calor.

Golpe de calor

Os cães, especialmente as raças braquicefálicas (boxer, bulldog, pug, etc) podem desenvolver um golpe de calor após uma exposição prolongada a temperaturas elevadas. Este desenvolve-se rapidamente e nem sempre é precedido de sinais alarmantes. Se não for tratado de imediato pode provocar alterações permanentes ou até mesmo levar à morte.
Os sinais clínicos mais comuns incluem um aumento da temperatura corporal, ansiedade, respiração rápida e superficial, aumento da frequência cardíaca, vómito, perda da coordenação motora ou até mesmo colapso.

Os procedimentos de emergência até o animal ser visto pelo veterinário incluem:
• Deslocar o animal para uma zona fresca.
• Iniciar o arrefecimento ativo – molhar o paciente com água ou envolver o corpo com toalhas molhadas.
• Não submergir o animal em água fria ou utilizar gelo, já que um arrefecimento rápido pode provocar vasoconstrição e uma consequente inibição da dissipação do calor.
• Monitorizar a temperatura retal e quando a temperatura atingir os 39⁰

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