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Como ajudar o seu animal se ele tiver uma hemorragia

Hemorragia é toda a perda de sangue que o organismo possa sofrer, seja ela rápida (aguda) ou de forma lenta e gradual (crónica).
Uma perda de um grande volume de sangue em pouco tempo pode provocar uma paragem cardíaca.
As hemorragias independentemente da causa devem ser controladas rapidamente, porque uma perda de sangue, aguda ou crónica pode ser fatal. É importante saber controlar uma hemorragia, já que pode ser necessário em casos de emergência, nem que seja apenas durante o transporte até ao veterinário.

As hemorragias externas são mais fáceis de se detetar pois é possível a visualização da perda de sangue. Normalmente, são provocadas por um corte, perfuração ou lutas entre os animais.
Superficiais : Atinge só a pele. Os pequenos vasos que irrigam a pele são danificados e a perda de sangue é considerável, mas raramente fatal.

O que fazer: Aplique um pano limpo ou compressas de gaze sobre o corte e pressione por alguns minutos. Mantenha a pressão até a hemorragia parar. O tempo para que isso ocorra é variável e está relacionado com a região do corte e a extensão da lesão. Por exemplo, as orelhas e patas sangram bastante. Encaminhe o animal para o veterinário para a desinfeção e sutura do corte. Se isso não for possível imediatamente, após a hemorragia diminuir, limpe o local com água oxigenada, tentando não esfregar vigorosamente para não afetar o processo de coagulação. Desinfete e mantenha o local protegido por uma gaze ou pano para impedir a contaminação e o acesso das moscas à lesão. Ligaduras de gaze e pensos são difíceis de se manter, pois o animal costuma retirá-los imediatamente

Profundas : Se um vaso sanguíneo for atingido (veia ou artéria), a hemorragia pode ser grave e deve ser estancada imediatamente. Os vasos que podem ser atingidos mais facilmente localizam-se nas patas, cauda, orelhas e pescoço.

O que fazer: Aplica-se um pano limpo sobre a lesão pressionando firmemente. No caso de vasos maiores, o sangue não irá parar facilmente. Mantenha a pressão sobre a região até chegar ao veterinário. No caso de patas ou cauda poderá aplicar um garrote, ou seja, com uma ligadura, cordão ou até o atacador de um sapato, amarre o membro ou cauda um pouco antes da região do corte. O garrote estancará a hemorragia imediatamente, mas não deve mantê-lo por mais de 15 minutos ou apertá- lo muito sob o risco de necrosar o membro por falta de suprimento de sangue. Se usar o garrote, afrouxe-o a cada 15 minutos e depois volte a apertar.

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A aplicação de pressão direta sobre a ferida é o método mais eficaz para controlar uma hemorragia. Se a compressão direta for impossível ou ineficaz pode ser aplicada pressão sobre a artéria que irriga a zona afetada:

• Pressionar a artéria femoral, na face interna da coxa, em caso de hemorragia grave do membro posterior.
• Pressionar a artéria braquial, na zona axilar, caso exista hemorragia grave no membro anterior;
• Pressionar a artéria caudal, na base da cauda se a ferida estiver na cauda.

As HEMORRAGIAS INTERNAS são mais difíceis de se detetar, pois não se visualizam. Após uma queda ou um acidente, o animal pode perder sangue por rutura de um órgão ou de um vaso interno. A ingestão acidental de rodenticidas pode provocar uma coagulopatia e ser responsável por hemorragias internas.
• O que fazer: Se o animal estiver com uma hemorragia interna, perderá temperatura rapidamente e as suas mucosas (gengivas e conjuntiva ocular) ficarão pálidas. O animal pode perder a consciência e entrar em choque. Como não temos como diagnosticar a hemorragia interna, em casos de acidentes ou quedas, se houver perda de temperatura, palidez e perda de consciência, deve-se tratar o animal como no caso de choque e encaminhá-lo ao veterinário imediatamente.

 

As hemorragias internas são emergências que requerem tratamento médico imediato. Os sinais clínicos associados são a palidez das mucosas, debilidade, diminuição da temperatura corporal e um aumento da frequência cardíaca e respiratória.

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Existem macas desenhadas especificamente para o transporte de animais politraumatizados.

 

Dra Sónia Miranda







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