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Atenção!-Parvovirose Canina

Parvovirose Canina

Trata-se de uma doença altamente contagiosa provocada por um vírus (Parvovírus), responsável por quadros de gastroenterite aguda maioritariamente em cães jovens. O vírus é resistente aos desinfectantes comuns, ao calor e ao álcool podendo permanecer viável no ambiente durante meses ou anos.
A idade de maior risco situa-se entre as 6 e as 12 semanas, sendo que animais até 1 ano de idade não vacinados, são frequentemente afectados. Através do primeiro leite (colostro) a mãe confere imunidade para a doença (passiva), mas esta desaparece progressivamente até às 8 semanas, altura em que os cachorros devem iniciar a vacinação. Deverão ser realizados 2 reforços vacinais às 12 e às 16 semanas, devendo depois ser repetida anualmente, ou de 3 em 3 anos, como parte integrante do esquema de vacinação para as doenças infectocontagiosas.
A Parvovirose pode transmitir-se através das fezes, saliva e urina de cães infectados, sendo que 1 grama de fezes contaminadas contém material suficiente para infectar mais de 5.000 cães. A trasmissão indirecta é também possível, não só através do pêlo e patas de animais infectados, mas também de utensilios de uso pessoal como roupas, sapatos e diferentes objectos. A introdução de cachorros não vacinados em locais onde existiu a doença deve ser evitada, durante pelo menos 2 anos.
A sintomatologia surge 5 a 10 dias após a infecção inicial, sendo os sintomas mais comuns: depressão e prostração, anorexia (perda de apetite), vómitos, febre, desidratação e diarreia hemorrágica (fezes líquidas com muito sangue). A doença pode levar à morte dos animais por excessiva destruição da mucosa intestinal, com possibilidade de choque endotoxémico (bactérias que entram na corrente sanguínea).
Não existe tratamento específico para o agente viral causador da doença, mas o maneio médico da sintomatologia associada à doença é fundamental. Fluidoterapia, antibioterapia, fármacos para o maneio de vómito e transfusões de derivados de sangue fazem parte do protocolo terapêutico.
O diagnóstico definitivo da doença pode ser feito através de um exame de fezes (teste rápido) ou de sangue (pesquisa de anticorpos).
Quando detectada precocemente e atempadamente instituída a terapêutica, a maioria dos animais recupera, no entanto, a idade ao diagnóstico, a presença de infecções concomitantes, e factores genéticos como a raça afectam o prognóstico (Rottweillers, Huskys Siberianos e Alaska Malamutes apresentam taxas de mortalidade superiores) .
Se o seu animal pertence ao grupo de risco, apresenta alguma da sintomatologia acima descrita, ou se simplesmente necessitar de esclarecimentos, não hesite em contactar-nos.







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